O ser humano difere de todas as criaturas na face da terra em diversos aspectos. Foi dotado por seu criador de uma capacidade especial que o faz ir além, mesmo diante de sentenças máximas apresentadas pela vida. Mesmo quando seu entendimento encontra o inevitável. Deus criou o homem e somente a esses deu a habilidade de nutrir a esperança. Logo podemos entender que a esperança é intrínseca a humanidade. É um atributo que faz o homem semelhante a Deus, dentre outros também atributos presenteado no ato criador. Foi impresso em nós.
Essa característica age como um dínamo, uma energia motivadora que impulsiona seu portador a resistir, enfrentar e prevalecer diante das intempéries. É um olhar transcendental da realidade que os olhos não podem alcançar. Assim, esse é capaz de ver dias melhores mesmo quando tempestades toldam o sol. É capaz de elevar seu entendimento para uma realidade desejada muito além da sua. Diante desse raciocino lógico aplicado a temática; perder a esperança é perder a essência motivadora para vida, pois a esperança é essencial a existência da vida.
Hoje, circunstâncias do processo natural da vida, têm levado alguns a perderem a esperança. Esses passam a Existir por existir. Vivem sem um propósito maior capaz de tirá-los da inércia chamada zona de conforto. Não ousam mudanças, muito menos permite que essas aconteçam. Porém, é preciso afirmar que para esses ainda há uma esperança. Sempre há uma esperança, pois esse atributo pertence a todos de modo inalienável.
Um marco histórico relatado amplamente nos Evangelhos cita Jesus, o Cristo, cravado em um madeiro pronto para a morte. Uma multidão estava ao redor do terrível quadro, observando o desenvolvimento do agonizante episódio. Muitas expectativas ali se apresentavam. Alguns acreditavam que era apenas mais um homem, agitador da ordem pública e por isso merecedor de sua pena. Para outros era o Libertador de suas opressões sociais e espirituais. Suas esperanças estavam Nele. Não poderia morrer ali junto com a esperança de tantos. Esse não poderia ser o fim. E de fato não foi.
Mesmo depois de inclinar sua cabeça e de declarar que tudo estava consumado, ao terceiro dia Ele ressuscitou. Restaurou a esperança e vivo está. Com isso tornando viva a nossa esperança. Afirmando com toda autoridade que a esperança da humanidade precisa estar Nele. Essa nunca findará. A expectativa de dias melhores precisa passar pelo crivo do Pai, pois esse ato de fé, sinônimo da proposta tratada, garante o final feliz desejado.
Olhar para a cruz e imaginar os supostos momentos finais de Jesus, trás o pleno entendimento que a presença de Deus em nossas vidas nos permite entender a existência de uma continua esperança. Não importa nem mesmo o impossível. Até diante do consumado declarado, não sendo o que Deus preparou, pode esperar, pois ainda há uma esperança.